Moeda americana acompanhou o enfraquecimento do dólar no exterior e a queda dos juros dos Treasuries, enquanto investidores monitoraram novas pesquisas eleitorais, inflação e expectativas para a Selic.
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| Foto: Reprodução |
No mercado comercial, a moeda terminou o dia com compra a R$ 5,1079 e venda a R$ 5,1084, segundo dados de fechamento. O dólar turismo ficou em R$ 5,18 na compra e R$ 5,28 na venda. Já o dólar futuro para outubro encerrou cotado a aproximadamente R$ 5,1225, também em baixa.
Cenário internacional favoreceu o real
Um dos principais fatores por trás da queda do dólar foi o comportamento da moeda americana no exterior. O dólar perdeu força diante de diversas moedas de países emergentes, enquanto os rendimentos dos Treasuries recuaram.
O mercado também acompanhou a forte queda dos preços do petróleo. O Brent para novembro caiu cerca de 3,4%, para próximo de US$ 100,34 por barril, em meio às expectativas de possíveis avanços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e Irã durante a Assembleia Geral da ONU.
Eleições continuam no radar do mercado
No ambiente doméstico, o cenário eleitoral voltou a ocupar espaço importante nas decisões dos investidores.
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira mostrou Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 37% das intenções de voto no primeiro turno, dentro da margem de erro. Em uma simulação de segundo turno entre os dois, Lula aparece com 46% contra 45% de Flávio Bolsonaro, também configurando empate técnico.
O mercado acompanha as pesquisas porque mudanças nas expectativas relacionadas à política econômica, contas públicas, inflação e trajetória da dívida podem influenciar a percepção de risco dos investidores. A relação entre pesquisas eleitorais e movimentos do câmbio, porém, ocorre em conjunto com fatores internacionais e domésticos, não sendo possível atribuir a variação do dólar a uma única informação.
Inflação e juros também entram na conta
Outro ponto de atenção foi o novo Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 4,90% para 4,92%, enquanto as estimativas para 2027, 2028 e 2029 permaneceram em 4,30%, 3,80% e 3,50%, respectivamente.
Ao mesmo tempo, o mercado passou a projetar mais um corte de 0,25 ponto percentual na Selic até o fim do ano, levando a taxa básica para 13,5% ao ano. A expectativa ocorre após o Banco Central reduzir a Selic de 14% para 13,75% na semana passada.
Nos Estados Unidos, investidores continuam avaliando os próximos passos do Federal Reserve. O presidente do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que novos cortes de juros precisam ser respaldados por evidências de que a inflação está avançando em direção à meta de 2%.
Ibovespa também encerra o dia em alta
Enquanto o dólar caiu, o mercado acionário brasileiro terminou a sessão no campo positivo.
O Ibovespa avançou 0,74%, aos 186.595,60 pontos, recuperando parte das perdas registradas na semana anterior. No mês, o índice acumula alta de 5,17%, enquanto a valorização em 2026 chega a 15,81%, segundo os dados de fechamento.
O movimento reforça um início de semana marcado por maior apetite por ativos de risco, em meio à combinação de dólar mais fraco no exterior, queda do petróleo e expectativas em relação aos juros brasileiros.
Banco Central atua no mercado cambial
Durante a sessão, o Banco Central também realizou operação de 50 mil contratos de swap cambial para rolagem de vencimentos previstos para 1º de outubro. A operação ocorreu em meio ao acompanhamento da liquidez e das condições do mercado de câmbio.
Mercado começa semana atento a Brasília e ao exterior
Para os próximos pregões, investidores devem continuar acompanhando simultaneamente o cenário eleitoral brasileiro, as expectativas para a política monetária, os indicadores de inflação e atividade econômica e os movimentos dos juros americanos.
No exterior, a agenda diplomática também ganha relevância com a Assembleia Geral da ONU e as discussões envolvendo conflitos geopolíticos, especialmente no Oriente Médio. As negociações entre Estados Unidos e Irã e os movimentos relacionados ao petróleo podem continuar influenciando o comportamento dos mercados.
Assim, o pregão desta segunda-feira mostrou um mercado cambial pressionando o dólar para baixo, mas ainda sensível a mudanças no cenário político, fiscal e monetário tanto no Brasil quanto no exterior.
Fonte: InfoMoney, Reuters e dados de mercado.
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